Algumas falhas nas instalações podem gerar prejuízos elevados e comprometer o sistema hidráulico. Veja o que observar quando o assunto é tubulação predial! 

Tubulação predial se constitui como as ligações utilizadas em ramais prediais com o intuito de conectar a rede pública de abastecimento de água ao hidrômetro ou peça limitadora de vazão de casas, indústrias e comércios. Portanto, a tubulação predial deve ser composta por tubos flexíveis e resistentes para garantir qualidade e segurança ao sistema. 

ESCOLHA DO MATERIAL 

Como mencionado acima, os tubos selecionados devem apresentar boa procedência para não colocar a obra em risco. Logo após a aquisição, um local adequado deve ser organizado para armazenar o material até a utilização. Por isso, é importante manter uma logística de controle de recebimento e retirada, bem como um acompanhamento do transporte dos tubos. 

Tal cuidado auxilia não apenas na preservação dos mesmos, como também evita o desperdício. 

INSTALAÇÕES EXPOSTAS AO TEMPO 

O projeto da tubulação predial deve impedir que a mesma fique exposta ao tempo. Afinal, o PVC sofre reações químicas com o passar do tempo devido ao sol e à variação de temperatura. Dessa maneira, os tubos perdem a resistência e o material pode sofrer rupturas. Os custos para reverter a situação tendem a ser bastante elevados. 

CUIDADO COM A APLICAÇÃO DE FORÇA 

Sem dúvida, não é a aplicação de força durante a instalação de tubos e conexões que garante a vedação, mas, sim, o manuseio correto dos materiais. O forçamento desnecessário pode levar ao rompimento das peças. A fita veda rosca, o aperto manual de juntas e algumas ferramentas podem proporcionar excelentes resultados à tubulação predial. 

RAMAIS DE DISTRIBUIÇÃO 

Primeiramente, é recomendado evitar trechos longos e a instalação excessiva de ramais. Ao mesmo tempo, posicionar os ramais de distribuição de água quente contra piso de lajes também pode provocar danos futuros. Por exemplo, os pisos e as juntas danificadas devido à falta de espaço para dilatação e retração geram infiltrações. 

Por outro lado, a falta de juntas de dilatação, liras e cavaletes pode intensificar o problema com a dilatação térmica. Especialmente em trechos maiores e retilíneos, o uso desses suportes é essencial para oferecer espaço de respiro para a dilatação das tubulações. 

CONEXÕES AZUIS 

Nas partes terminais da tubulação predial, o uso de conexões azuis com bucha de latão são providenciais para a transição entre os itens metálicos e o PVC.  

TUBULAÇÕES DE ÁGUA FRIA EM PISOS 

A passagem de tubulações de água fria em pisos pode ocasionar tensões e rompimentos. Todavia, se não for possível evitar essa instalação, é ideal recorrer ao elastômero, já que esse polímero consegue retornar à forma original com facilidade mesmo após fortes pressões. 

ESTAÇÃO REDUTORA DE PRESSÃO 

Com toda a certeza, edificações com altura de coluna de água superior aos 40 metros devem receber, ainda no projeto, o dimensionamento e a localização para a estação redutora de pressão. Afinal, a tubulação predial, nesses casos, exige uma percepção apurada quanto à drenagem, aos registros de fechamento e ao espaço para colocação de filtros do tipo Y. 

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